Archive for the ‘história’ Category

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TERMINOLOGIA

janeiro 25, 2008
Termo Significado
 
A:
 
AGE UKE Bloqueio ascendente.
AGE ZUKI Socar para cima.
AI Harmonia, chegar juntos, unificação, integração
AI HANMI Parceiros frente à frente, ambos com o mesmo pé adiantado.
AIKI Combinação de duas (ou mais) energias, harmonização, integração.
AI-UCHI Ataque simultâneo, destruição mútua
AKA Vermelho
AKA (SHIRO) IPPON Ponto para Aka(vermelho).
AKA (SHIRO) NO KACHI Vitória para AKA
AME-NO-UKIHASHI “A ponte flutuante do céu”; simboliza o elo entre os reinos espiritual e material da existência.
ARIGATO GOZAIMASHITA “Muito obrigado”, expressão japonesa utilizada entre instrutores e estudantes ao final do treino.
ASHI Perna ou pé.
ASHI BARAI Varrer com o pé.
ASHI WAZA Técnicas de pernas.
ATEMI Golpe, uma pancada direcionada à um ponto anatômico frágil; usado defensivamente no Aikido.
ATEMI WAZA Técnicas de golpear.
ATENAI YONI Advertência por uma infração menor.
ATOSHI BARAKU Limite de 30 segundos para término da uma luta.
AWASE Combinar; atrair a ação do parceiro iniciando a execução da técnica.
AWASE UKE Defesa com as mãos unidas.
AWASE ZUKI Mesma coisa que MOROTE ZUKI.
AYUMI DACHI Base natural com o peso no centro de gravidade, ITOSU-KAI SHITO-RYU.
 
B:
 
BO Bastão longo com aproximadamente 6 pes.
BOKKEN Espada de madeira.
BUDO Disciplinas marciais do Japão moderno.
BUDOKA Praticante de arte marcial.
BUJUTSU Artes marciais japonesas clássicas.
BUNKAI Estudo das técnicas e aplicações do KATA
BUSHIDO Código dos guerreiros do período clássico no Japão.
BUSHIN “Espírito marcial,” o nível mais alto de maestria nas artes marciais.
 
C:
 
CHOKU ZUKI Soco direto.
CHUDAN Posição intermediária ( das mãos, espada, etc.).
CHUDAN ZUKI Soco a altura média.
 
D:
 
DAN Graduação; no Karatê a graduação dos faixas pretas vai de shodan (1o grau) à judan (10o grau).
DANKYU Sistema de graduação de Karatê moderno. Data de 1887 para frente. Baseado no modelo militar de atribuição de Graus.
DESHI Discípulo.
DO Um determinado caminho de refinamento físico e espiritual; um modo de vida.
DO-GI Uniforme de treinamento usado por praticantes de artes marciais.
DOJO Academia. Literalmente “lugar de iluminação”
DOMO ARIGATO GOZAIMASHITA Forma Japonesa de “Muito obrigato”, ao término de uma aula é formal agradecer ao instrutor e esse aos alunos.
DORI [também pronunciado tori] Pegar, segurar.
DOSA Movimentos básicos; mais comumente kihon-dosa .
 
E:
 
EKKU Um remo de madeira usado em Okinawa como arma.
EMPI Cotovelo
EMPI UCHI Pancada com o cotovelo
ENBUSEN Linha de atuação
ENCHO-SEN Prorrogação de uma luta, a qual reicia quando o Referee comanda “SHOBU HAJIME.”
EN-NO-IRIMI Entrada circular; entrar atrás de um ataque e controlá-lo num movimento circular.
 
F:
 
FUDO DACHI Posição imutavel, firme.Semelhante SOCHIN DACHI.
FUDO-NO-SHISEI Postura “Imutável” ( firme e equilibrada).
FUDO-SHIN “Espírito Imutável”; atitude mental inexpugnável.
FUKUSHIDOIN Instrutor de primeiro nível.
FUKUSHIN SHUGO “Reunião dos Judges”
FUMIKOMI Chute em forma de pisão, normalmente ao joelho ao pé.
 
G:
 
GANKAKU DACHI O mesmo que TSURU ASHI DACHI e SAGI ASHI DACHI.
GASSHUKU Período intenso de treino durando vários dias. Em português poderia ser traduzido por “retiro”.
GEDAN Posição de nível inferior (da espada, bastão,etc).
GEDAN BARAI Bloquear varrendo, por baixo.
GEDAN UDE UKE Bloquear com antebraço para baixo.
GEDAN ZUKI Socar para baixo..
GI Uniforme usado na prática de artes marciais japonesas, vulgarmente denominado Kimono
GODAN Faixa preta 5o Dan.
GOHON KUMITE Forma de kumitê para iniciantes. Deslocamento de 5 passos, usando técnicas de ataque e defesa basica.
GOKYO Técnica de imobilização número cinco.
GO NO SEN Técnica de permanecer na defenciva, para contra atacar..
GYAKU-HANMI Posição reversa na qual os parceiros tem o pé oposto à frente.
GYAKU MAWASHI GERI Chute circular invertido.
GYAKU ZUKI Soco invertido.
 
H:
 
HACHIDAN Faixa preta 8o Dan.
HACHIJI DACHI Posição natural com os pés na largura dos ombros, pontas ligeiramente voltados para fora..
HAI “Sim”.
HAISHU UCHI Pancada usando as costas da mão.
HAISHU UKE Defesa usando as costas da mão..
HAITO UCHI Pancada usando a faca interna da mão.
HAJIME “Comando para iciciar , Kata, ou Kumite.
HAKAMA “Saia-calça” samurai usada por praticantes de Aikido e Kendo.
HANGETSU Kata avancado.
HANGETSU DACHI base em forma de meia lua.
HANMI Posição triangular.
HANMI-HANDACHI Técnicas nas quais o nage fica sentado e o uke em pé.
HANSHI “Mestre”, Um título dado aos faixas pretas de mais alta graduação de uma organização e significa que este tem a compreensão total daquela arte.
HANSOKU Penalidade por uma Infração grave, a qual eleva a pontuação do oponente a SANBON.
HANSOKU CHUI “Penalidade por uma infração média, na qual se dá IPPON para o oponente.
HANTAI Reverso, oposto.
HANTEI “julgamento feito pelos Refer, para uma cituação de luta indefinida.
HARA Região da barriga, três dedos abaixo e acima do umbigo, sede do KI, energia interior
HARAI TE Técnica longa de braço.
HARAI WAZA Técnicas longas.
HENKA-WAZA Técnicas explorando variações possíveis.
HEIKO DACHI Posição natural na qual os pés ficam a largura dos ombros, com as pontas voltadas para frente.
HEIKO ZUKI “Soco emparelhado”(Soco duplo simultâneo).
HEISOKU DACHI Posição natural, pés juntos voltados para frente.
HIDARI Esquerda.
HIJI Cotovelo, tambem chamado de EMPI.
HIJI ATEMI Golpe com o cotovelo.
HIJI UKE Bloqueio ou defesa com o cotovelo.
HIJI-ATE Cotovelada tambem chamado de EMPI-UCHI
HIKITE Puxada de mão
HIKIWAKE “Empate no kumite”. Juiz mostra as mãos palmas para cima, na lateral.
HITOSASHI IPPON KEN Junta do dedo indicados, o mesmo que IPPON KEN.
HIZA GERI Joelhada
HIZA UKE Bloqueio usando o joelho.
HOMBU DOJO Termo que se refere a Dojo central.
HORAN NO KAMAE Posição de protidão, KAMAE, usado em kata onde uma mão cobre a outra.
 
I:
 
IAI-DO A arte de desembainhar e cortar com a espada.
IKI Respiração; o ato físico de respirar.
INASU Evasão de um ataque somente desviando o corpo da linha de ataque.
IPPON KEN Golpe com a junta da segunda falange do dedo anular
IPPON KUMITE Luta de um passo.
IPPON NUKITE Golpe de punhalada usando apenas um dedo estendido.
IPPON SHOBU Luta de um ponto, usado em torneios.
IRIMI Penetrar, entrar. Situação de luta muito práxima em que se desvia a defesa ou ataque do oponente para entrar.
 
J:
 
JIKAN “tempo”.
JIN-NO-KOKYU A respiração do ser humano; o terceiro estágio da meditação com respiração.
JIYU IPPON KUMITE Luta de um ataque, usando qualque técnica e anunciando qual vai ser.
JIYU KUMITE luta livre.
JIYU-WAZA Técnicas livres.
JO Bastão de madeira de 120 cm ( 4 pés).
JODAN Posição de nível superior ( da espada, bastão,etc).
JO-DORI Técnicas para desarmar um oponente armado com bastão.
JOGAI “Sair da área de luta”.
JOGAI HANSOKU CHUI Terceira saida da área de luta. Da IPON ao oponente
JOGAI HANSOKU Quarta saida da área de luta. Da sambom e concequentemente a vitória ao oponente
JOGAI KEIKOKU Segunda saida da área de luta. Da WASA-ARI ao oponente.
JO-TAI-KEN Treinamento de bastão contra espada.
JU O principio da flexibilidade; o aspecto salgueiro das técnicas e da filosofia do Aikido.
JUDAN Faixa preta de décimo Dan (o maior grau concedido).
JUDO Sistema de arte marcial moderno criado por Jigoro Kano (1860-1938).
JUJI UKE Bloqueio em X.
JUJUTSU Sistemas japoneses de combate desarmado.
JUN ZUKI O termo usado na WADO RYU para OI-ZUKI.
JUTSU Técnica. Denominava as artes marciais de combate (Jujutsu, Kenjutsu, Karate-jutsu)
 
K:
 
KACHI Victorioso. (por exemplo, AKA KACHI) em torneios.
KAGI ZUKI Soco em gancho,(Jion).
KAISHO Mão aberta, se refere aos movimentos com a mão aberta ou que o punho não esteja completamente fechado.
KAKEJIKU Um pergaminho pendente.
KAKE-TE Bloqueio ou defesa em gancho. (BASSAI-DAÍ)
KAKIWAKE Bloqueio duplo frontal , com a parte externa do pulsso, para um ataque como agarramento.
KAKUSHI WAZA “Técnicas secretas.”
KAKUTO UCHI Golpe com a partes externa do pulso, também conhecido como “KO UCHI.”
KAKUTO UKE Defesa com a partes externa do pulso, também conhecido como KO UKE.
KAMAE Atitude; postura “combativa”.
KAMAE-TE Comando dado pelo instrutor para o aluno entrar em posição.
KAMI Deus, divindade, espírito divino, inspiração sagrada, anjo guardião, ser humano iluminado.
KAMIZA A parte do dojo onde pergaminhos, fotografias do fundador, e outras coisas, são mostradas.
KANSHA Gratidão profunda e sincera.
KAPPO Tecnicas de ressuicitar pessoas que sucumbiram a um choque ao sistema nervoso.
KARATE Sistema de arte marcial moderno originado em Okinawa, introduzido ao mundo por Gichin Funakoshi (1868-1957).
KARATE-DO Caminho das mãos vazias. Modo de vida do Karate. Isto não só implica o aspécto físico de Karate, mas também os aspectos mentais e sociais de Karate.
KARATEKA O praticante de Karate.
KATA “Forma Padrão,” tipos de prática pré-determinados usados como veículo de aprendizado.
KATA-DORI Ser segurado na região do ombro.
KATATE-DORI Ser segurado por uma mão.
KATATE-RYOTE- DORI Ter o braço segurado por duas mãos.
KEAGE Chutar para cima
KEIKO Treinando. O único segredo para o sucesso em Karate.
KEIKOKU Advertencia com penalidade de WAZA-ARI para o oponente.
KEKOMI Pontapé em forma de punhalada.
KEMPO Termo usado para descrever sistemas de lutas que usam o punho. Nesta consideração, KARATE também é KEMPO
KEN Espada.
KENDO Esgrima moderna japonesa, praticada principalmente como um esporte competitivo.
KENSEI Técnicas com KIAI silencioso. Relacionado a meditação.
KENTSUI o mesmo que TETTSUI.
KENTSUI UCHI golpe de maretelada TETTSUI UCHI
KERI pontapé.
KI [Chi em chinês] Energia vital, força da vida; também o aspecto do ki relativo as técnicas e a filosofia do Aikido.
KIAI Grito penetrante; aplicação da técnica com emprego total da força espiritual. grito libertado com o propósito de focalizar toda a energia em um único momento, manifestação de KIME
KIBA DACHI Base mais estavel, motado no cavalo. Também conhecido NAIFANCHI ou NAIHANCHI DACHI.
KIHON Técnicas básicas.
KIKAI TANDEN O centro físico e espiritual do ser humano, localizado a, mais ou menos, cinco centímetros abaixo do umbigo.
KIKEN “Renunica.” O arbritro aponta um dedo para o concorrente
KIME foco de potência; arremate; finalização
KI-NO-NAGARE Técnicas fluídas.
KIMUSUBI O elo do ki, a mistura de energias.
KI-O-TSUKE “Atenção”. Posição em que o lutador está em Musubi Dachi.
KIZAMI ZUKI Soco com a mão que está a frente alongando.
KO BO ICHI O conceito de “conecxão” de Ataque-defesa.
KO UCHI Golpe com a parte externa do pulso, também conhecido como KAKUTO UCHI.
KO UKE Defesa com a parte externa do pulso, também conhecido como KAKUTO UKE
KOHAI Júnior; alguém com menos experiência; ao contrário de Sempai.
KOKEN Articulação do pulso.
KOKORO “Espírito, Coração”. Na cultura japonesa, o espírito mora no coração
KOKUTSU DACHI Posição ou base em que 70% do peso permanece atras.
KOKYU O sopro da vida, sopro vital do cosmos; tecnicamente, “boa harmonia.”
KOKYU-HO Exercícios especiais para desenvolver o poder da respiração.
KOKYU-ROKU Poder da respiração com algo distinto do poder físico puro.
KOKYU-UNDO Exercícios de movimentos respiratórios, realizados sentados ou em pé.
KOSA DACHI Posição em que as pernas estão cruzadas.
KOSHIN Traseiro.
KUATSU O método de ressuscitar uma pessoa por perdeu os sentidos devido a estrangulamento ou choque.
KUDEN “Ensinamentos secretos,” transmitidos oralmente; implica numa transmissão direta, pessoa-a-pessoa, coração-a-coração.
KUMADE Agüente mão.
KUMANO Distrito antigo na prefeitura de Wakayama, considerado o centro da espiritualidade japonesa.
KUMI-JO Treino de bastão com parceiro.
KYU graduação de faixas inferior a preta, de 10º ao 1º
KYUDAN Faixa preta de nono grau.
KYUSHO WAZA Técnicas de pontos de pressão.
 
M:
 
MA-AI Intervalo correto entre os parceiros; distanciamento perfeito.
MAKIWARA alvo de treinamento feito de palha
MANDALA Diagrama sagrado; mapa cósmico.
MASAKATSU AGATSU “Verdadeira vitória é auto-vitória,”
MEN-UCHI Golpe em direção a cabeça ou face.
MIGI Direito(a).
MISOGI Purificação do corpo e da mente.
MOKUSO meditação
MUNADORI Ser segurado na região do peito.
MUSHIN Estado de integração entre a mente e o corpo no qual a mente acha-se livre de ilusões
MAAI GA TOH distancia não formal (incorreta)
MAE Frente.
MAE ASHI GERI Chutando com a perna dianteira
MAE EMPI golpe de cotovelo para frente.
MAE GERI KEAGE Pontapé repentino dianteiro. Também MAE KEAGE.
MAE GERI KEKOMI Pontapé dianteiro profundo. Também MAE KEKOMI.
MAE UKEMI técnica para frente.
MAKOTO Um sentimento de sinceridade absoluta e franquesa total que requer uma mente totalmente livre de pensamentos.
MANABU Método de aprender imitando e seguindo o instrutor
MANJI UKE Bloqueio ou defasa dupla, onde um braço executa GEDAN BARAI para um lado, enquanto o outro executa JODAN UCHI UKE (ou JODAN SOTO YOKO TE).
MATTE “Espera”.
MAWASHI EMPI UCHI Cotovelada circula também conhecido como MAWASHI HIJI ATE.
MAWASHI GERI Chute circular.
MAWASHI HIJI ATE Cotovelada circula também conhecido como MAWASHI EMPI UCHI.
MAWASHI ZUKI Soco circular.
MAWAT-TE Comando do instrutor para os alunos se virar.
MENKYU Sistema de atribuição de Títulos(relacionado a uma arte marcial real)Kakuto Bu-jutsu. Data de 1600 para trás. Não é um sistema de atribuição de “Graus”, pelo modelo militar.
MIENAI “Eu não pude ver.” Indicação dos juizes auciliares sobre determinada técnica.
MIGI Direita.
MIKAZUKI GERI Pontapé crescente.
MOKUSO Meditação
MOROTE UKE Bloqueio aumentando. Um braço apoia o outro com o punho.
MOROTE ZUKI Perfurando simultaneamente com ambos os punhos. Também conhecido como AWASE ZUKI.
MOTO NO ICHI “posição original .” Comando do juiz para que os lutadores voltem as suas linhas iniciais.
MUDANSHA Alunos que se preparam para exame de faixa preta.
MUBOBI Advertencia por descuido com sua própria segurança
 
N:
 
NAGARE Fluxo; fluxo ininterrupto de ki durante a execução de uma técnica.
NAGE “Aquele que arremessa,” o defensor que aplica a técnica contra o atacante.
NAOTE Voltar a posição
NEN Concentração
NUKITE “Mão de espada”
NUNCHAKU Arma Okinawense que consiste em bastões unidos por corda ou corrente. Foi originalmente utilizado pelos Okinawenses como instrumento de colheita para destroçar palha de arroz.
 
O:
 
OBI faixa que prende o uniforme de treino
ONEGAI SHIMASU “Boas vindas dado ao aluno qundo inicia a prática”
OSAE UKE Bloqueio ou defasa para baixo.
OTOSHI EMPI UCHI Golpe de cotovelo para baixo.
OTOCHI OSAE UKE Defesa para baixo como TEICHO UKE em forma de pressão, também chamado de SHOTEI OSAE UKE
OYAYUBI IPPON KEN Junta do dedo polegar.
OYO WAZA Aplicação da interpretação das técnicas de um KATA, varindo de acordo com as condições do momento.
 
R:
 
REI Respeito, curvar-se abaixo do mais graduado
REIGI Etiqueta. Manter e buscar sempre a etiqueta formal. Mesmo em uma luta manter sempre a senceridade.
REINOJI DACHI Base em que os pés forman um “L”
RENSEI Observar e criticar o desempenho dos competidores num torneio.
RENSHI “Uma pessoa que dominou a si mesma.” Um especialista das técnicas daquele sistema
 
S:
 
SAGI ASHI DACHI Igual a GANKAKU DACHI ou TSURU ASHI DACHI.
SAI Uma arma de Okinawa que é amoldada em forma de tridente com o dente do meio maior.
SANBON KUMITE Luta de três passos.
SANBON SHOBU Luta de três pontos. Usado em torneios..
SANCHIN DACHI Postura ou base em forma circular.
SASHITE Elevando a mão para golpear, agarrar, ou bloquear.
SEIKEN junta frontal da mão formada pela articulação do dedo indicador e anular.
SEIRYUTO técnica que usa a base do SHUTO, proximo a articulação
SEIZA Maneira correta de sentar formalmente sobre os joelhos
SEMPAI O estudante mais antigo.
SEN NO SEN Atacando no momento exato, não deixando o oponente fazer nada.
SEN SEN NO SEN Atacando antes dos ataques do oponente. Antecipando-os.
SENSEI professor; mestre
SHIAI Uma luta de uma competição.
SHIDOIN Instrutor assistente.
SHIHAN “Mestre” Título dado ao mais antigo ou sábio dos professores. Professor dos professores.
SHIKKAKU Desqualificação. Expulssão de uma competição.SANBON.
SHIKO DACHI base ou posição quadrada. Pés voltados para a lateral. Usado pelo Goju-ryu e Shito-ryu
SHIRO Branca
SHIZENTAI posição natural – corpo fica relaxado mas alerta
SHOBU HAJIME Comando para comessar uma prorrogação de luta
SHOBU SANBON HAJIME Comando para início de luta de três ipons.
SHOMEN Frente ou topo da cabeça. Tambem a frente de um Dojo.
SHUGO Juiz principal chama os auxiliares com movomento de braços.
SHUTO TE O mesmo que SHUTO UKE.
SHUTO UKE Defesa com a faca de mão.
SOCHIN DACHI posição estavel também chamado de FUDO DACHI.
SOKUTO lateral ou faca do pé.
SOTO (UDE) UKE Bloqueio ou defesa com a parte de fora do braço.
SOTO YOKO TE O mesmo que UCHI UDE UKE.
SUKUI TE O mesmo que SUKUI UKE.
SUKUI UKE Bloqueio ou defesa escavando.
SUWARI WAZA Técnicas usadas a partir da posição sentado.
 
T:
 
TAI SABAKI esquiva
TAIMING GA OSOI parar a cronometragem
TATE EMPI Golpe de cotovelo para cima.
TATE URAKEN UCHI Ataque Vertical com a parte de trás do punho.
TATE ZUKI Soco Vertical com a outra mão apoiando o braço
TEIJI DACHI Base ou posição coms os pés formando um “T”
TEISHO UCHI pancada com a palma da mão.
TEISHO UKE Bloqueio ou defesa com a palma da mão
TEISHO YOKO UKE Bloqueio lateral em kibadachi (Jion)
TETTSUI UCHI Pancada de martelo KENTSUI.
TOBI GERI Chute Saltando.
TONFA Ferramenta de agricultura transformada em arma pelos Okinawenses
TORANAI “Nenhum ponto”
TORIMASEN “nenhuma técnica pontuavel.” Cancelamento de uma indicação anterior.
TSUKAMI WAZA técnica de agarrar a arma(arma, perna ou braço)do adversário.
TSUKI Soco em forma de punhalada
TSURU ASHI DACHI Posição do Grou, também chamado de GANKAKU DACHI e SAGI ASHI DACHI.
TSUZUKETE Voltar à luta.
TSUZUKETE HAJIME “Iniciar uma luta” o árbitro dá um passo atras em ZENKUTSU DACHI
TUITE habilidades lutando.
 
U:
 
UCHI (UDE) UKE Bloqueio com a parte interna do antebraço.
UCHI DESHI Estudante que vive em um dojo. Dedicando tempo integral ao treinamento e as vezes aos serviços pessoais do Sensei.
UCHI MAWASHI GERI Dentro de um chute circular.
UCHI YOKO TE O mesmo que SOTO UDE UKE.
UKE Bloqueio ou defesa
UKEMI WAZA tecnicas de traumatizar.
URA ZUKI Soso subindo (mão invertida)
URAKEN Atrás das juntas dos dedos indicador e anular.
USHIRO EMPI UCHI Golpeando com o cotovelo para tras.
USHIRO GERI Chute para tras.
UTOSHI-UKE Bloqueio como tetsui, (Jion)
 
W:
 
WA-UKE Um bloqueio onde a mão percorre um caminho como se estivese limpando uma parede a sua frente. No final enclinase a mesma para fora. Defesa usada no kata Shimpa.
WAZA Técnicas
WAZA ARI “Meio ponto”
 
Y:
 
YAMA ZUKI Soco em forma de “U”. (Bassai-Daí)
YAME Pare!
YOI preparar
YOKO Lado.
YOKO GERI KEAGE Pontapé repentino lateral. Também chamado de YOKO KEAGE.
YOKO GERI KEKOMI Pontapé de punhalada. Também chamado de YOKO KEKOMI.
YOKO MAWASHI EMPI UCHI Golpeando com o cotovelo para o lado.
YOKO TOBI GERI pontapé lateral voador.
YORY ASHI Movimento simultâneo de pés
YOWAI fraco
YUDANSHA praticante graduado; faixa preta (qualquer grau)
 
Z:
 
ZANSHIN estado de reserva mental/ espiritual
ZAREI cumprimento sentado
ZAZEN meditação sentado
ZENKUTSU DACHI base avanssada. 70% do peso a frente.
ZENSHIN Posição a frente atento a luta.
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KANJIS

janeiro 13, 2008
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PRINCIPIOS DOS KARATE

janeiro 9, 2008

NIJU KUN

  1. O Karaté deve iniciar-se com uma saudação e terminar com saudação.

  1. No Karaté não existe atitude ofensiva.

  1. Quem pratica karate tem de seguir o caminho da justiça.

  1. Conheça a si próprio antes de julgar os outros.

  1. O desenvolvimento do espirito é o mais importante; Habilidade técnica é só um meio para atingir este fim

  1. Evitar o descontrole do equilíbrio mental, controle a mente.

  1. Os infortúnios são causados pela negligência.

  1. O Treino de Karaté dura a vida toda, não se limita apenas à iniciação.

  1. Utiliza o Karaté em tudo o que fazes.

  1. O Karaté é como água quente. Se não receber calor constantemente torna-se-á água fria.

  1. Não pense em vencer, pense em não ser vencido.

  1. A vitória depende da capacidade de distinguir os pontos fortes (JITSU) dos fracos (KYO).

  1. Movimente-se de acordo com o seu adversário.

  1. Imagine que os membros do seus adversários são como espadas afiadas.

  1. Para cada homem que sai de casao, existem milhões de adversários à espera.

  1. No início os movimentos são artificiais, mas com a evolução tornar-se-ão naturais.

  1. A prática do que lhe é ensinado deve ser correcta, tenha consciencia que na aplicação ela torna-se diferente.

  1. Não se esqueça de aplicar correctamente:

(1) Força e Fraqueza no controle da sua força;

(2) Expansão e Contracção corporal;

(3) Controle das técnicas na lentidão e na rápidez.

  1. Estudar, praticar e aperfeiçoar-se sempre.

  1. Pense sempre cautelosamente.

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DOJO-KUN

janeiro 9, 2008

DOJO KUN

Máximas do Karaté

São as 5 máximas pelas quais o praticante se orienta não só no treino especifico de Karate mas em qualquer situação da vida. caracter, Sinceridade, Etiqueta, Esforço e Auto-Controle deverão ser um guião de modo que o objectivo do Karate consista no aperfeiçoamento do caracter através de uma pratica esforçada feita com sinceridade e respeito, promovendo o auto-controle do praticante.

HITOTSU JINKAKU KANSEI NI TSUTOMURU KOTO

Esforçar-se para a formação do caráter

Os meios para práticar o karate é mais que somente físico.Todo iniciante, especialmente o jovem, deve ser ensinado a importância da construção de caráter por meio da disciplina e treinamento rigoroso. Para o iniciante, o caráter a ser construindo começa com o aperfeiçoamento de técnicas por repetição. O espírito de guerreiro será alcançado quando ganha-se mais confiança por desenvolvimento de técnicas mais fortes.O treino trará à luz ao espírito, não se deve somente lutar mas sobrepujar problemas pessoais especialmente em casos de doença, crise doméstica e problemas de negócios. É um caminho longo desenvolver estes valores espirituais mas quando o conceito é entendido e experimentado proporcionará a vida inteira benefício de força interior e paz.

HITOTSU MAKOTO NO MICHI O MAMORU KOTO

Fidelidade ao verdadeiro caminho da razão

Ser fiel é uma tradição forte de samurai e uma extensão da influência de Confucius na família das artes marciais. A fé a ser mostrada está em seu sensei e no dojo. O aluno sempre deve ser fiel a seu sensei e deve seguir em muito o mesmo meio como um samurai medieval seguia seu senhor feudal e o protegia da morte sem hesitação. Enquanto isto pode parecer raro no dia presente, é injusto esperar um sensei ensinar todo o saber a um aluno que é possível sair de para a razão mais leve. O aluno deve provar sua lealdade com o passar dos anos. A fé e a lealdade estendida ao sensei será recompensada, com uma quantia maior de conhecimento e sabedoria que serão passadas ao aluno e para este bônus acontecer entre sensei e aluno é extremamente valioso o relacionamento.

HITOTSU DORYOKU NO SEISHIN O YASHINAU KOTO

Criar o intuito de esforço

Esforçar-se completa a dedicação e compromisso necessário alcançar mestria da arte. Em nenhum caso a mestria é possível sem esforço árduo e sacrifício da parte do profissional. O esforço deve ser de uma natureza sincera e não superficial. Esforço sério da parte do aluno será reconhecido pelo sensei que irá disponibilizar mais tempo com o aluno.

HITOTSU REIGI O OMONZURU KOTO

Respeitar acima de tudo

O respeito com os outros é uma qualidade importante dos japonês e da cultura de Okinawan portanto comum às artes marciais. Gichin Funakoshi enfatiza que o karate começa e termina com etiqueta. Ele também declarou que sem cortesia não há nenhum dojo. Isto é uma reflexão da natureza formal do povo japonês e pode ser observada ao curvar-se durante o treinamento assim como em casa ou no escritório. A etiqueta do Dojo é bem definida. Você deve mostrar respeito em tudo que faz e em toda parte toda que você vai. O respeito é estendido a todos. pais ..senseis, educadores, lei, natureza, falecidos, etc.

HITOTSU KEKKI NO YU O IMASHIMURU KOTO

Reprimir o espírito de agressão

Um lutador treinado é uma pessoa com um espírito competitivo, feroz e de grande força então é injusto usá-lo contra uma pessoa inexperiente. O espírito de um karateka é invencível e o mesmo deve saber usar seu conhecimento só por justiça. Uma pessoa de caráter deve afastar-se de brigas porque possui controle de suas emoções e está em paz consigo. Ele não deve testar suas capacidades na rua. Pode-se vencer sem luta e ele não terá nenhum pesar por ferir. O Privar-se de comportamento violento é duro de explicar a muitos ocidentais por causa de seu ambiente, ou por atitude de ganhar torneios eles querem fazê-lo tanto que acabam ficando contra os princípios do karate-dô e dojo kun. É portanto necessário os instrutores constantemente lembrar os alunos da importância do dojo kun..

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GICHIN FUNAKOSHI

janeiro 9, 2008

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(Pai do Karatê Moderno)


Gishin Funakoshi (1869 – 1957)

Fundador do Karatê Shotokan

“Alguém, cujo espírito e força mental, se fortaleceram através das lutas como um desafio, por maior que ele seja. Alguém que suportou longos anos de sofrimento físico e agonia mental para aprender um soco ou um chute deve ter condições de encarar qualquer tarefa, por mais difícil que ela seja, e de executá-la até o fim. Sem dúvida nenhuma, uma pessoa com essas características, aprendeu verdadeiramente o Karatê-Dô.”

Mestre Gishin Funakoshi


A história do Mestre Gishin Funakoshi se confunde com a própria história do Karatê, por isso a ele é creditado o título de “pai do Karatê moderno”, devido aos seus esforços em divulgar essa arte para o mundo e torná-la acessível a todos.
Gishin Funakoshi nasceu em 1869 em Shuri, distrito de Yamakawa-Cho, Okinawa, no mesmo ano da Restauração Meiji.

Era filho único, e logo após o seu nascimento fora levado para a casa dos seus avós maternos, com quem foi educado e aprendeu poesias clássicas chinesas.

Algum tempo depois ele começou a freqüentar a escola primária, onde conheceu outro garoto de quem ficou muito amigo.
Esse garoto era filho de Yasutsune Azato, um dois maiores especialistas de Okinawa na arte do Karatê, e membro de uma família das mais respeitadas.

Logo Funakoshi começava a tomar suas primeiras lições de Karatê.

Na época a prática de artes marciais era proibida em Okinawa, e os treinos eram realizados à noite, no quintal da casa do Mestre Azato.

Lá ele aprendia a socar, chutar, e mover-se conforme os métodos praticados naqueles dias.

O treinamento era muito rigoroso.

Mestre Azato tinha uma filosofia de treinamento que se chamava “Hito Kata San Nen”, ou seja, “um Kata em três anos”.

Funakoshi estudava cada Kata a fundo, e então, apenas quando era autorizado pelo seu mestre, seguia para o próximo.


Enquanto praticava no quintal de Azato com outros jovens, outro gigante do Karatê, Mestre Itosu, amigo de Azato, aparecia e observava-os fazendo os Katas, tecendo comentários sobre suas técnicas.

Era uma rotina dura que terminava sempre de madrugada sob a disciplina rígida do mestre Azato, do qual o melhor elogio se limitava a uma única palavra: “Bom!”.

Após os treinos, já quase ao amanhecer, Azato falava sobre a essência do Karatê.

Após vários anos, a prática do Karatê deu grande contribuição para a saúde de Funakoshi, que fora uma criança muito frágil e doentia.

Ele gostava muito do Karatê, mas como não pensava que pudesse fazer dele uma profissão, inscreveu-se e foi aceito como professor de uma escola primária, em 1888, aos 21 anos, aproveitando toda sua cultura adquirida desde a infância quando seus avós lhe ensinavam os Clássicos Chineses.

Esta deveria ser sua carreira a partir de então.

Prestou exame na Escola de Medicina de Tóquio, no qual foi aprovado, mas devido a uma nova lei que proibia aos homens o porte do CHON MAGE (símbolo de virilidade e da maturidade) não pôde realizar seus estudos.

E por esse motivo voltou-se para a pratica e estudo aprofundado do Karatê, no qual se tornaria posteriormente seu representante máximo.

Ele tinha uma personalidade marcante e alguns aspectos como natural benevolência, distinção de maneiras e ímpar gentileza e respeito a todos, alem de uma energia forte, muita coragem, determinação e força mental altamente capacitada, o tornaram uma figura que, para muitos era sinônimo de alguém “mais que humano”, um “tatsujin” (indivíduo fora do comum) ainda mais se contrastando suas virtudes com seu porte físico pequeno (1,67m. para 67 Kg.), sendo admirado por seus contemporâneos.

No começo deste século, em 1902, durante a visita de Shintaro Ogawa, que era então inspetor escolar da prefeitura de Kagoshima, à escola de Funakoshi em Okinawa, foi feita uma demonstração de Karatê. Funakoshi impressionou bastante devido ao seu status de educador.

Ogawa ficou tão entusiasmado que escreveu um relatório ao Ministério da Educação elogiando as virtudes da arte.

Foi então que o treinamento de Karatê passou a ser oficialmente autorizado nas escolas.

Até então o Karatê só era praticado atrás de portas fechadas, mas isso não significava que fosse um segredo.

As casas em Okinawa eram muito próximas umas das outras, e tudo que era feito numa casa era conhecido pelas outras casas adjacentes.

Enquanto muitos autores pregam o Karatê como sendo um segredo naquela época, ele não era tão secreto assim.

O Karatê era “oficialmente” secreto (do mesmo modo que os Estados Unidos nunca penetraram no Camboja durante a guerra do Vietnã).

Contra os pedidos de muitos dos mestres mais antigos de Karatê, que eram a favor de manter tudo em segredo, Funakoshi trouxe o Karatê, com a ajuda de Itosu, até o sistema de escolas públicas.

Logo, as crianças na escola estavam aprendendo os Katas como parte das aulas de Educação Física.

A redescoberta da herança étnica em Okinawa era moda, então as aulas de Karatê em Okinawa eram vistas como uma coisa legal.

Alguns anos depois, o Almirante Rokuro Yashiro (na época Capitão) assistiu a uma demonstração de Kata.

Essa demonstração foi feita por Funakoshi junto com uma equipe composta por seus melhores alunos.

Enquanto ele narrava, os outros executavam Katas, quebravam telhas, e geralmente chegavam ao limite de seus pequenos corpos.

Funakoshi sempre enfatizava o desenvolvimento do caráter e autodisciplina nas suas narrações durante essas demonstrações.

Quando ele participava, gostava de executar o Kata Kanku Dai, o maior do Karatê, e talvez o mais representativo.

Yashiro ficou tão impressionado que ordenou a seus homens que iniciassem o aprendizado na arte.

Em 1912, a Primeira Esquadra Imperial da Marinha ancorou na Baía de Chujo, sob o comando do Almirante Dewa, que selecionou doze homens da sua tripulação para estudarem Karatê durante uma semana.

Foi graças a esses dois oficiais da Marinha que o Karatê começou a ser comentado em Tokyo.

Os japoneses que viam essas demonstrações levavam as histórias sobre o Karatê consigo quando voltavam ao Japão.

Pela primeira vez na sua história, o Japão acharia algo na sua pequena possessão de Okinawa além de praias bonitas e o ar puro.

Em 1921, o então Príncipe Herdeiro Hirohito, em viagem para Europa, fez escala em Okinawa e assistiu uma demonstração de Karatê, liderada por Funakoshi, e ficou muito impressionado.

Por causa disso, no final desse mesmo ano, Funakoshi foi convidado para fazer uma demonstração de Karatê em Tokyo, numa Exibição Atlética Nacional.

Ele aceitou imediatamente, acreditando ser esta uma ótima oportunidade para divulgar a arte. Sua demonstração de Kata foi um sucesso.

Ele pretendia retornar logo para Okinawa, mas, depois da exibição, Funakoshi foi cercado por pedidos para ficar no Japão ensinando Karatê.

Uma das pessoas que pediu para que ele ficasse foi Jigoro Kano, o fundador do Judô e presidente do Instituto Kodokan. Funakoshi resolveu ficar mais alguns dias para fazer demonstrações técnicas no próprio Kodokan.

Algum tempo depois, quando se preparava novamente para retornar a Okinawa, foi visitado pelo pintor Hoan Kosugi, que já tinha assistido a uma demonstração de Karatê em Okinawa, e pediu que ele lhe ensinasse a arte.

Mais uma vez sua volta foi adiada.

Funakoshi percebeu então que se ele quisesse ver o Karatê propagado por todo o Japão ele mesmo teria que fazê-lo.

Por isso resolveu ficar em Tokyo até que sua missão fosse cumprida.

Kosugi foi uma das pessoas que convenceram Funakoshi a ensinar Karatê no Japão.

Ele também o convenceu a registrar todo o seu conhecimento em um livro e prometeu presenteá-lo com uma pintura para a capa.

Essa pintura (desenho ao lado), o Tora No Maki (“Tora” em japonês quer dizer tigre, e “Maki” em japonês quer dizer rolo ou enrolado), foi usada para ilustrar a capa do livro “Karate-Do Kyohan” para simbolizar força e coragem.

A irregularidade do círculo indica que provavelmente ele foi pintado com uma única pincelada.

O caracter ao lado da cauda do tigre (em cima à direita) é parte da assinatura do artista.

No Japão, Funakoshi foi ajudado por Jigoro Kano, o homem que reuniu tantos estilos diferentes de Jiu Jutsu para criar o Judô.

Kano tornou-se amigo íntimo de Funakoshi, e sem sua ajuda nunca teria havido Karatê no Japão.

Kano o introduziu as pessoas certas, levou-o às festas certas, caminhou com ele através dos círculos sociais da elite japonesa.

Mais tarde naquele ano, as classes mais altas dos japoneses se convenceram do valor do treinamento do Karatê.

Funakoshi fundou um Dojo de Karatê num dormitório para estudantes de Okinawa, em Meisei Juku.

Ele trabalhou como jardineiro, zelador e faxineiro para poder se alimentar enquanto ensinava Karatê à noite.

Em 1922, fora escolhido para representar a arte de Okinawa em uma apresentação em Tóquio para demonstrar a arte do Karatê.

Como já tinha mais de cinqüenta anos, não correspondia, ao mito do “budoka terrível” que o Japão procurava fazer sobreviver, na época, e mesmo assim a sua apresentação foi muito bem sucedida.

Muitos aspectos da personalidade de Funakoshi passaram a ser conhecidos através de histórias daqueles que conviviam com ele, como por exemplo, Genshin Hironishi, seu discípulo que dizia que seu mestre se opunha às gerações vindas após a Segunda Guerra Mundial, pois continuava a seguir hábitos de sua época, anterior a Primeira Guerra Mundial.

Dizia ele que Funakoshi se recusava a freqüentar uma cozinha ou a pronunciar certas palavras japonesas modernas, existentes em sua época dizendo que sem elas passava muito bem.

Uma outra peculiaridade interessante em seu comportamento, é que a primeira coisa que ele fazia era sua toalete matinal que durava cerca de uma hora, durante a qual escovava seus cabelos com infinita paciência, quando então voltava-se em direção ao Palácio Imperial e o saudava com respeito inclinando-se, e após fazia a mesma saudação a Okinawa.

Depois desses rituais tomava o chá da manhã, e se reiterava de seus afazeres do dia.

Em 1922, a pedido do pintor Hoan Kosugi, ele publicou seu primeiro livro: “Ryukyu Kenpo Karatê”, um tratado nos propósitos e prática do Karatê.

Na introdução daquele livro ele já dizia que “… a pena e a espada são inseparáveis como as duas rodas de uma carroça”.

O grande terremoto de Kanto, em 1º de setembro de 1923 destruiu as placas de seu livro, e levou alguns de seus alunos com ele.

Ninguém morreu com o tremor, os incêndios provocaram as mortes.

O terremoto ocorreu durante a hora do almoço, no momento em que cada fogão a gás no Japão estava ligado.

Os incêndios que ocorreram a seguir foram monstruosos, e maioria das vidas perdidas se deveu ao fogo.

Este livro teve grande popularidade e foi revisado e reeditado quatro anos após o seu lançamento, com o título alterado para: “Rentan Goshin Karatê Jutsu”.

Em 1925, Funakoshi começou a pegar alunos dos vários colégios e universidades na área Metropolitana de Tokyo, e nos anos seguintes, esses alunos começaram a fundar seus próprios clubes e a ensinar Karatê a estudantes destas escolas.

Como resultado, o Karatê começou a se espalhar por Tokyo.

No início da década de 30 haviam clubes de Karatê em cada universidade de prestígio de Tokyo.

Mas por que estava Funakoshi conseguindo tantos jovens interessados em Karatê desta vez?

O Japão estava fazendo uma Guerra de Colonização na Bacia do Pacífico.

Eles invadiram e conquistaram a Coréia, Manchúria, China, Vietnã, Polinésia, e outras áreas.

Jovens a ponto de irem para a guerra vinham a Funakoshi para aprender a lutar, assim eles poderiam sobreviver ao recrutamento nas Forças Armadas Japonesas.

O seu número de alunos aumentou bastante.

Por volta de 1933, Funakoshi desenvolveu exercícios básicos para prática das técnicas em duplas.

Tanto o ataque de cinco passos “Gohon Kumite” como o de um “Ippon Kumite” foram usados.

Em 1934, um método de praticar esses ataques e defesas com colegas de um modo levemente mais irrestrito, semilivre “Ju Ippon Kumite”, foi adicionado ao treinamento.

Finalmente, em 1935, um estudo de métodos de luta livre (Ju Kumite) com oponentes finalmente tinha começado.

Até então, todo Karatê treinado em Okinawa era composto basicamente de Katas.

Isso era tudo.

Agora, os alunos poderiam experimentar as técnicas dos Katas uns com os outros sem causar danos sérios.

Nesta época, em 1935, foi publicado seu próximo livro: “Karatê-dô Kyohan”.

Este livro trata basicamente dos Katas.

Funakoshi era Taoísta, e ele ensinava Clássicos Chineses, como o Tao Te Ching de Lao Tzu, enquanto estava vivendo em Okinawa. Funakoshi era profundamente religioso.

Ele tinha muito medo de que o Karatê se tornasse um instrumento de destruição, e provavelmente queria eliminar do treinamento algumas aplicações mortais dos Katas.

Então, ele parou de fazer essas aplicações.

Ele também começou a desenvolver estilos de luta que fossem menos perigosos.

Funakoshi teve sucesso ao remover do Karatê, técnicas de quebras de juntas, de ossos, dedos nos olhos, chaves de cotovelo, esmagamento de testículos, criando um novo mundo de desafios e luta em equipe onde somente umas poucas técnicas seriam legais.

Ele fez isso baseado nos seus propósitos e com total conhecimento dos resultados.

Em 1936, Funakoshi mudou os caracteres Kanji utilizados para escrever a palavra Karatê.

O caracter “Kara” significava “China”, e o caracter “Te” significava “Mão”.

Para popularizar mais a arte no Japão, ele mudou o caracter “Kara” por outro, que significa “Vazio”.

De “Mãos Chinesas” o Karatê passou a significar “Mãos Vazias”, e como os dois caracteres são lidos exatamente do mesmo jeito, então a pronúncia da palavra continuou a mesma.

Além disso, Funakoshi defendia que o termo “Mãos Vazias” seria o mais apropriado, pois representa não só o fato do Karatê ser um método de defesa sem armas, mas também representa o espírito do Karatê, que é esvaziar o corpo de todos os desejos e vaidades terrenos.

Com essa mudança, Funakoshi iniciou um trabalho de revisão e simplificação, que também passou pelos nomes dos Katas, pois ele também acreditava que os japoneses não dariam muita atenção por qualquer coisa que tivesse a ver com o dialeto caipira (do interior) de Okinawa.

Por isso ele resolveu mudar não só nome da arte, mas também os nomes dos Katas.

Ele estava certo, e seus número cresceram mais ainda.

Funakoshi tinha 71 anos em 1939, e foi quando ele deu o primeiro passo dentro de um Dojo de Karatê em 29 de Janeiro.

O prédio foi feito de doações particulares, e uma placa foi pendurada sobre a entrada e dizia: “Shotokan”.

“Sho” significa pinheiro.

“To” significa ondas ou o som que as árvores fazem quando o vento bate nelas.

“Kan” significa edificação ou salão.

“Shoto” (ondas de pinheiro) era o pseudônimo que Funakoshi usava para assinar suas caligrafias quando jovem, pois quando ele ia escrevê-las se recolhia em um lugar mais afastado, onde pudesse buscar inspiração, ouvindo apenas o barulho do pinheiros ondulando ao vento.

Esse nome dado ao Shotokan Karatê Dojo foi uma homenagem de seus alunos.

Daí surgiu o nome de uma escola (estilo) que até hoje é cultivada em várias partes do mundo.

SHOTO (pseudônimo de Funakoshi) e KAN (escola, classe).

A “Escola de Funakoshi”.

A necessidade de um treinamento nas artes militares estava em crescimento. Jovens estavam se amontoando no Dojo, vindos de todas as partes do Japão.

O Karatê foi de carona nessa onda de militarismo e estava desfrutando de uma aceitação acelerada como resultado.

Finalmente o Japão cometeu um grande erro.

O bombardeio das forças navais americanas em Pearl Harbor a 7 de Dezembro de 1941 foi algo além da conta.

Numa tentativa de prevenir que as embarcações americanas bloqueassem a importação japonesa de matéria-prima, os japoneses tentaram remover a frota americana e varrer a influência Ocidental do próprio Oceano Pacífico.

O plano era bombardear os navios de guerra e os porta-aviões que estavam no território do Hawai.

Isto deixaria a força da América no Pacífico tão fraca que a nação iria pedir a paz para prevenir a invasão do Hawai e do Alasca.

Infelizmente, o pequeno Japão não tinha os recursos, força humana, ou a capacidade industrial dos Estados Unidos.

Com uma mão nas costas, os americanos destruíram completamente os japoneses na Ásia e no Pacífico.

Uma das vítimas dos ataques aéreos foi o Shotokan Karatê Dojo que havia sido construído em 1939.

Com a América exercendo pressão em Okinawa, a esposa de Funakoshi finalmente iria deixar a ilha e juntar-se a ele em Kyushu no Sul do Japão.

Eles ficaram lá até 1947.

Os americanos destruíram tudo que estava em seu caminho.

As ilhas foram bombardeadas do ar, todas as cidades queimadas até o fim, as colinas crivadas de balas pelos cruzadores de guerra de longe da costa, e então as tropas varreram através da ilha, cercando todo mundo que estivesse vivo.

A era dourada do Karatê em Okinawa tinha acabado.

Todas as artes militares haviam sido banidas rapidamente pelas forças ocupantes americanas.

Primeiro uma, depois outra bomba atômica explodiram sobre as cidades de Hiroshima e Nagasaki.

Três dias depois, bombardeiros americanos sobrevoaram Tokyo em tal quantidade que chegaram a cobrir o Sol.

Tokyo foi bombardeada com dispositivos incendiários.

Descobrindo que o governo do Japão estava a ponto de cometer um suicídio virtual sobre a imagem do Imperador, cartas secretas foram passadas para os japoneses garantindo sua segurança se eles assinassem sua “rendição incondicional”.

O Japão estava acabado, a Guerra do Pacífico também, mas o pesadelo de Funakoshi ainda havia de acabar.

Nesta época, Gigo (também conhecido como Yoshitaka, dependendo como se pronunciava os caracteres do seu nome), filho de Funakoshi, um promissor jovem mestre de Karatê no seu próprio direito, aquele que Funakoshi estava contando para substituí-lo como instrutor do Shotokan, pegou tuberculose em 1945 e posteriormente veio a falecer, porque teimosamente recusava-se a comer a ração americana dada ao povo japonês faminto.

Funakoshi e sua esposa tentaram viver em Kyushu, uma área predominantemente rural, sob a ocupação americana no Japão.

Mas, em 1947, ela morre, deixando Funakoshi retornar a Tokyo para reencontrar seus alunos de Karatê que ainda viviam.

Depois que a guerra havia acabado, as artes militares haviam sido completamente banidas.

Entretanto, alguns dos alunos de Funakoshi tiveram sucesso em convencer as autoridades que o Karatê era um esporte inofensivo.

As autoridades americanas concederam então, a retomada da prática do Karatê, porque não tinham idéia realmente do que era o Karatê.

Também, alguns homens estavam interessados em aprender as artes militares secretas do Japão, então as proibições foram eliminadas completamente em 1948.

Em Maio de 1949, os alunos de Funakoshi movem-se para organizar todos os clubes de Karatê universitários e privados numa simples organização, e eles a chamaram de Nihon Karatê Kyokai (Associação Japonesa de Karatê).

Eles nomearam Funakoshi seu instrutor chefe. Em 1955, um dos alunos de Funakoshi consegue arranjar um Dojo para a NKK.

Em 1957, ano de sua morte, Funakoshi tinha 89 anos de idade.

Ele foi um professor de escola primária e um estudante de Karatê.

Ele mudou-se para o Japão (e não é um pequeno ato de coragem) e trouxe o Karatê consigo em 1922, dando ao Japão algo de Okinawa com seu próprio jeito pacifista.

No processo, ele perdeu um filho, sua esposa, o prédio que seus alunos fizeram para ele, seu lar, e qualquer esperança de uma vida pacífica.

Ele suportou uma Guerra Mundial que resultou em calamidade nacional, e ele treinou seus jovens amigos e conheceu suas famílias apenas para vê-los irem lutar e serem mortos pelas forças invencíveis dos Estados Unidos.

Ele viu o Japão queimar, ele viu os antigos templos e santuários serem totalmente aniquilados, ele viu bombardeiros enegrecerem o sol, e ele viu como um pilar de fumaça negra subia de cada cidade no Japão e envenenava o ar que ele respirava.

Ele viu o Japão cair da glória para uma nação miserável, dependendo de suprimentos de comida e roupas dos seus conquistadores.

O cheiro da fumaça e o cheiro dos mortos;

Os berros daqueles que foram deixados para morrer lentamente;

O choro das mães que perderam seus filhos e esposas que nunca mais iriam ver seus maridos;

O medo, o ruído ensurdecedor dos bombardeiros B-29’s voando sobre sua cabeça aos milhares, os clarões como os de trovões por todo o país quando as bombas explodiam em áreas residenciais, os flashes de luz na escuridão;

A espera no rádio para poder ouvir a voz do Imperador pela primeira vez, somente para anunciar a rendição;

A humilhação de implorar comida aos soldados… Os intermináveis funerais e famílias arruinadas e lares destruídos.

Tente e imagine o que ele suportou! !

A lição mais importante que ele nos ensinou está expressa em uma de suas histórias narradas por um de seus discípulos.

Uma vez quando passava pelo Dojo principal de Jigoro Kano, “o fundador do Judo”, ao caminhar pela rua, ele parou e fez uma pequena prece em frente ao Kodokan.

Também se estivesse dirigindo um carro, ele tiraria seu chapéu se passasse em frente ao Kodokan.

Seus alunos não entenderam porque ele estaria rezando pelo sucesso do Judô.

Então ele explicou:

“Eu não estou rezando pelo Judô”.

Eu estou oferecendo uma prece em respeito ao espírito de Jigoro Kano.

Sem ele, eu não estaria aqui hoje “.

Gishin Funakoshi, o “Pai do Karatê Moderno”, morreu em 26 de Abril de 1957.

Em seu túmulo pintado de preto, em forma de cruz, apesar de tudo o que ele suportou, estão as palavras:

”KARATÊ NI SENTE NASHI” (No Karatê não existe atitude ofensiva)

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KARATÊ

janeiro 9, 2008

Karatê-dô (空手道 – caminho da mão vazia) ou simplesmente karatê (ou caratê), karaté em Portugal, é uma forma de budo (武道 – caminho marcial); uma arte marcial originária de Okinawa, foi introduzida nas principais ilhas do arquipélago japonês em 1922. O Karatê enfatiza as técnicas de percussão atemi waza (i.e. defesas, socos e chutes) ao invés das técnicas de projeções e imobilizações. O treino de Karatê pode ser dividido em três partes principais: Kihon, Kata e Kumite.

  • Kihon (基本 – fundamentos) é o estudo dos movimentos básicos.
  • Kata (型 – forma, padrão) é uma espécie de luta contra um inimigo imaginário expressa em seqüências fixas de movimentos.
  • Kumite (組手 – encontro de mãos) é a luta propriamente dita. Em sua forma mais básica é combinada (com movimentos pré-determinados) entre os lutadores para, posteriormente, alcançar o jyu kumite (combate livre ou sem regras). A forma desportiva, ou combate com regras, é conhecida como Shiai-kumite.
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ESTILOS

janeiro 9, 2008

No karatê existe um número muito grande de estilos e escolas. Os mais conhecidos atualmente são: Shotokan, a escola Shotokai, Goju-ryu, Wado-ryu (caminho da paz) e Shito-ryu. Todos eles criados na primeira metade do século XX. O Kyokushin (verdade final) é outro estilo muito popular, apesar de mais recente. Além desses, existem: Shaolin, Shobayashi, Matsubayashi-ryu, Kobayashi-ryu, Matsumura Seito e Matsumura Motobu. Desses se originaram estilos como Chito-ryu, Shorinji-ryu (Kempo) e Shorei-ryu. Outros estilos importantes incluem o Seido, Uechi-ryu, Shudokan, Shukokai, Isshin-ryu e Shindo-jinen-ryu. Alguns mestres do karatê criaram estilos que são a combinação de vários estilos, como o JIKC (Japanese International Karate Center) ou o Kata shubu do ryu.

Assim, é possível relacionar a seguinte lista de estilos: